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Punk

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A história do Punk

 Fonte: Wikipédia

 

 

CBGB, casa noturna que é considera por muitos como o berço do punk rock, na qual inúmeras bandas iniciaram a sua carreira.

Punk é um movimento musical e cultural, e também usado para designar as pessoas que seguem esse movimento. Os punks surgiram inicialmente nos Estados Unidos, foram para a Grã-Bretanha e alguns anos depois espalhou-se por outros países.

 

A cultura punk surgiu na década de 70, com a banda Ramones, uma banda de rock com um estilo vestir diferente, usando jaquetas de couro estilo motociclista, camiseta branca, calça jeans, tênis, transparecendo uma aparência agressiva, rebeldia, com um estilo musical, moda, e gosto por artes bastante diferentes em comparação aos tradicionais daquela época.

 

O movimento punk surgiu como um contraponto da ideologia dos hippies, uma reação à não-violência e suas atitudes. Inicialmente era chamado de cultura punk, depois passou para movimento, e depois uma ideologia, onde os jovens seguiam o mesmo lado político, maneira de se vestir, gosto para música, cinema, artes e etc.

 

O punk rock surgiu em meados da década de 1970, mas já é possível achar bandas que faziam algo bem próximo na década de 1960, como o The Troggs e o The Kinks ingleses (com suas "Wild Thing" e "You Really Got Me", respectivamente). O mesmo espírito sônico animava os Stooges (A ex- banda de Iggy Pop que faziam músicas simples, bem ruidosas, e que tinham atitudes destrutivas; uma característica tipicamente punk) e o MC5 (primeira banda a juntar agressividade musical com ideias políticas subversivas e drogas, outra característica típica de alguns punks pré-straight edge), ambas as bandas de Detroit e formadas no final dos anos 60. Antes disso, em 1964-1965, o The Trashmen (com sua "Surfin Bird", regravada pelo Ramones), o The Sonics e o The Monks faziam algo muito próximo do punk rock em termos sonoros. Também podemos sentir a veia punk, ainda em 1970, na versão de "I Wanna Be Your Man" dos Beatles gravada por Terry Manning para seu único disco. Vale a pena citar também o The Velvet Underground, outra banda que influenciou bastante a "primeira geração" punk, principalmente no clássico álbum White Light/White Heat, de 1968.

 

Já nos anos 70, mais precisamente em 1971, foi formado o New York Dolls; e em 1974 o The Dictators, que já eram praticamente punk rock, tanto nas atitudes quanto no som, no mesmo ano, em Detroit, surge a banda Death, formada por três irmãos afro-americanos, que apesar de terem gravado, nunca foram lançados.[3] Também são clássicas as gravações de Jonathan Richman com os The Modern Lovers, de Boston, em 1972. Nos anos 70, começaram a surgir várias bandas em Detroit e Nova Iorque que tocavam em bares. Destes bares, destacava-se o CBGB, lugar onde inicialmente o Television fazia seus shows, atraindo a atenção dos locais e propiciando uma cena onde iriam se reunir Ramones, Patti Smith, Talking Heads, Richard Hell and the Voidoids, Johnny Thunders and the Heartbreakers, The Dictators, The Cramps, Blondie, Dead Boys e muitas outras.

 

Começava então a surgir, desse pequeno grupo de bandas, algumas conhecidas como bandas de protopunk, o movimento punk.

 

1977: A explosão do punk rock inglês[editar | editar código-fonte]

 

The Clash em Oslo, 1980.

Uma pessoa presente àquelas sessões do CBGB era o empresário do New York Dolls, Malcolm McLaren( também empresário dos Sex Pistols), que tentou passar o visual da banda de travestidos para comunistas sem sucesso. Malcolm ficou particularmente impressionado com a figura de Richard Hell, que sempre andava rasgado quando subia ao palco. Em 1976, os Ramones lançaram seu primeiro disco nos Estados Unidos, auto-intitulado, pela Sire Records. O disco tinha 14 músicas e 29 minutos de duração. As músicas e as letras eram simplíssimas, e a velocidade das músicas era apavorante para aquela época. O álbum recebeu poucas (porém boas) críticas e acabou não sendo grande sucesso de vendas por lá.

 

Na Inglaterra o álbum foi muito bem recebido pelos jovens, que acabou dando numa turnê em Julho de 1976. Também voltaria à ilha o empresário da boutique londrina Sex, Malcolm McLaren, trazendo as subversivas ideias do som e da imagem do punk, que seriam potencializadas por sua esposa Vivienne Westwood. Foi na Sex que ele conheceu os jovens integrantes do Sex Pistols. Da ideia ao fato foi um pequeno intervalo; e a visibilidade dos ultrajes do Sex Pistols deram margem à formação de diversas bandas por onde passavam. Dentre estas bandas estavam os The Damned, Buzzcocks e o The Clash, entre inúmeras outras. Mesmo o embrião do Joy Division foi formado após um show deles em Manchester.

 

 

Sex Pistols, durante uma reunião em 2007.

1977 foi o ano mais marcante da história do punk rock. Saíram inúmeros compactos, surgiam inúmeras bandas (principalmente na Inglaterra e na Irlanda). Também foi o ano em que saiu o primeiro disco do The Clash (The Clash), Damned, Damned, Damned do The Damned, Spiral Scratch do Buzzcocks, Never Mind the Bollocks do Sex Pistols, Leave Home e Rocket to Russia dos Ramones (este último considerado por muitos o melhor disco dos Ramones, com a cover de "Surfin Bird" do Trashmen), Live Kicks (EP gravado ao vivo no The Roxy nightclub em 1977 e lançado em 1979) do U.K. Subs, Pink Flag do Wire, Rattus Norvergicus do Stranglers e vários outros discos marcantes na história do punk. Até mesmo bandas e artistas mais antigos do rock se lançaram em alguns trabalhos: o Queen investiu no gênero, com a música "Sheer Heart Attack", do álbum de 1977 News of The World, ou os The Rolling Stones com a música "Shattered", do álbum Some Girls. Por seu caráter de explosão, em 1978 o punk estava "meio que saindo de moda"; mas isto não impediu em nada que ótimos álbuns fossem lançados e ótimas bandas surgissem. Deste ano são os clássicos Crossing the Red Sea with The Adverts dos Adverts, White Music do XTC e Germ Free Adolescents do X-Ray Spex.

 

 

Os Ramones, durante uma apresentação em 1987.

Já em 1979 o punk rock tinha "sumido do mapa". Alguma coisa ainda saiu, como o At the Chelsea Nightclub do The Members, mas maioria das bandas acabava ou então mudava de rumo (a maioria migrava para a new wave, que era uma versão mais "comportada" do estilo e mais comercialmente viável, ou migrava para um pós-punk radical, como foi o caso de John Lydon com o Public Image Ltd.; que lançaria seu Metal Box inspirado em krautrock). Mesmo assim são deste ano os clássicos London Calling do Clash; Another Kind of Blues, o primeiro disco de estúdio do U.K. Subs; o Inflamabble Material do Stiff Little Fingers e o Entertainment! do Gang of Four; enquanto que o hardcore começava a surgir, nos Estados Unidos, numa atitude punk mais politizada e ruidosa ainda, com bandas como o Dead Kennedys. Também neste ano se formava o The Exploited na Escócia.

 

Final da década de 1970 e início da década de 1980[editar | editar código-fonte]

Hardcore punk[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Hardcore punk

 

Bad Brains, uma das principais bandas do hardcore americano.

Ainda em 1978 e 1979 começavam a surgir bandas nos Estados Unidos que levavam o punk rock a um nível mais extremo. Faziam canções ainda mais rápidas, com acordes ainda mais básicos e atitudes mais extremas. Dessas bandas, podemos citar o Dead Kennedys, The Germs, Middle Class, Bad Brains, Black Flag (que mais tarde geraria o Circle Jerks, outra banda importantíssima para o hardcore americano) e também o Minor Threat. No Canadá também haviam bandas que faziam um som parecido: o D.O.A. e o Subhumans. Estava evidente que essas bandas faziam algo bem diferente do que faziam em 1977 nos países da Europa e que dessas bandas surgiria um novo estilo: o hardcore.

 

Literalmente o termo significa algo como "núcleo duro" mas, neste caso, seria mais adequada a tradução de algo como "casca grossa". O termo já era usado para designar militantes agressivos, criminosos, ou qualquer versão mais extrema ou exagerada de algo e foi adotada por punks como sinônimo de originalidade e radicalismo.

 

O estilo do hardcore se caracteriza pela presença de guitarras extremamente distorcidas e músicas extremamente rápidas e barulhentas, às vezes não chegando nem à 1 minuto de duração, negação do esquema "verso/refrão/verso" e pelos temas, que normalmente abrangem críticas político-sociais e temas anti-guerra e anti-violência.

 

Nos EUA os músicos do hardcore não deram tanta importância ao visual comparados aos punks da geração anterior e aos contemporâneos europeus. Normalmente adotavam cortes de cabelo curtos e roupas mais simples.

 

 

Wattie, vocalista do Exploited, uma das mais populares e mais importantes bandas de hardcore punk e street-punk da Inglaterra.

Na Europa também houve uma versão desse novo movimento que surgia nos EUA. O primeiro disco de hardcore a ser lançado por lá foi o Realities of War, da banda inglesa Discharge. O EP era extremamente brutal em termos sonoros e nunca tinha se ouvido nada do tipo até então. Muitos dos que ouviram tal EP montaram uma banda depois e nos mesmos moldes do Discharge. Dentre estas bandas, podemos citar o Disorder, Varukers, Chaos UK e Chaotic Dischord.

 

Na Inglaterra ainda havia o Exploited e o G.B.H., porém alguns não consideraram tais bandas como hardcore por terem um som um pouco mais "ortodoxo" e ter mais fidelidade ao punk setentista.

 

Na Finlândia e na Suécia surgiram inúmeras bandas de punk rock e hardcore durante os anos 80 e a maioria com grandes influências do Discharge. Entre essas bandas estava o Riistetyt, Kaaos, Rattus e o Tervëet Kädet, na Finlândia e o Anti-Cimex, Shitlickers e Crude SS na Suécia. Essas bandas pegavam a base daquilo que foi feito pelo Discharge e levavam o som ainda mais longe, tornando-o muito mais brutal e agressivo.

 

Ao contrário dos americanos, na Europa radicalizaram mais ainda o visual. O couro (ou qualquer outro material) preto, arrebites e espetos, tomaram conta da indumentária e os cortes de cabelo passaram a ser ainda mais arrepiados e muitas vezes mais longos, em forma de múltiplos cones.

 

Em outros países europeus como a Alemanha e a Itália também surgiram várias bandas de hardcore nessa época, como o Raw Power e Negazione (italianas) e o Upright Citizens (alemã).

 

No Brasil o estilo se popularizou rapidamente e logo no início do movimento já existiam bandas de hardcore/punk rock como Olho Seco, Inocentes (apenas na fase inicial), Ratos de Porão, Plebe Rude, Aborto Elétrico(Com membros do Legião Urbana e Capital Inicial) e outras. Assim como na Europa, se usava um visual agressivo, com jaquetas e coletes de couro (ou qualquer outro material) preto, arrebites, espetos e cabelos arrepiados; que podiam ser tanto quanto curtos como longos.

 



Subgêneros do Punk Rock

texto Estilos mais undergrounds e mais apreciados no movimento punk

Anarco-punk: Punk rock com temáticas anarquistas radicais. As bandas levam a ideologia anaquista com seriedade e não só fazem músicas com esse tema, como também põe as atitudes em ação. É uma versão com mais formação, seriedade, e radicalismo do movimento punk.

Crust punk: Também conhecido como Crustcore, se assemelha muito ao grindcore e diminui consideravelmente a influência das estruturas musicais do thrash metal, punk rock e hardcore punk. As letras das bandas de crust punk se assemelham muito com as do anarco-punk.

Hardcore punk: Uma versão mais agressiva, mais rápida e mais crítica do punk rock. Começou nos EUA no final dos anos 1970.

Raw punk: Originalmente Råpunk , é um termo usado para bandas suecas do início da década de 80, como Moderat Likvidation, Disarm, Anti-Cimex, Crude SS e etc. Uma das características do raw punk é a valorização do punk como cultura. Usam sempre um visual agressivo, com jaquetas de couro rebitadas, cabelos espetados e coloridos. O rawpunk surgiu no Brasil em 1996 com a banda Luta Armada. A cena rawpunk é muito grande no estado de São Paulo, e vai se estendendo pelo resto do brasil, estados como Rio Grande do Sul, Brasília e Pernambuco.

Streetpunk/Oi!: Foi o revivalismo do punk rock dos anos 1970. Tinha temáticas realistas e críticas. Começou no final dos anos 1970 com bandas como o Sham 69 e o Cockney Rejects.

Grindcore. Um Punk Rock mais cru, mais sujo, mais podre. O gênero tem muita influência de Metal Extremo (Black, Thrash, Death). As letras vão de protesto, críticas, até o Gore.

Powerviolence Um Punk Rock mais rápido, parecido um pouco com o Grindcore. As letras vão de Protesto, críticas, até um pouco de humor.

Estilos mais "comerciais" e que se distanciam ou não possuem a ideologia punk original

Grunge: Movimento revolucionário dos anos 90, tendo como pioneiros a banda Nirvana. Com um estilo bem pesado em seus primeiros álbuns (Bleach), a banda caracterizava perfeitamente o Punk Rock das décadas de 70 e 80, lembrando muito bandas como The Clash e Sex Pistols.

New wave: Uma versão mais "açucarada" e mais comercialmente viável do movimento punk. Teve sucesso no final dos anos 1970 e no início da década de 1980.

Pós-punk: Uma versão mais experimental e alternativa do estilo. Se iniciou no final dos anos 1970 e se diluiu em diversos estilos nos anos 1980.

Pop punk: Uma versão mais "adolescente" e na maiorias das vezes desprezada pelos punks tradicionais. Teve início no final dos anos 1980 na Califórnia e atingiu o sucesso nos anos 1990 com temas que falam sobre namoro, skates, garotas, colégio, bebidas e tudo que envolve os adolescentes americanos de classe média alta.

Skate punk: É basicamente hardcore punk, porém com temáticas mais ligadas ao skate e outros esportes radicais.

Outros subgêneros

Cowpunk: Mistura de música country com punk rock.

Folk punk: É um estilo que combina elementos musicais e líricos do punk rock e da música folk.

Horror punk: Punk rock com letras tratando sobre temas de horror, surgiu no fim dos anos 70 com a banda Misfits.

Psychobilly: Mistura entre o punk rock dos anos 1970 e o rockabilly dos anos 1950 e letras com temas inspirados em filmes B, horror, zumbis, sexo, drogas, alucinações, mortos e pervessões.

Ska punk: Mistura entre o ska e o punk rock.

 

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