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Torno Nardine

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1 – TORNO Nardine

1.1 - INTRODUÇÃO

Ele se baseia em um princípio de fabricação dos mais antigos que existe, usado pelo homem desde a idade e da mais remota antiguidade, quando servia para a fabricação de vasilhas de cerâmicas. Esse princípio serve-se da rotação da peça sobre seu próprio eixo para a fabricação de superfície cilíndricas ou cônicas.

Apesar de muito antigo, pode-se dizer que ele só foi efetivamente usado para o trabalho de metais no começo deste século. A partir de então, tornou-se um dos processos mais completos de fabricação mecânica uma vez que permiti conseguir a maioria dos perfis cilíndricos e cônicos necessária aos produtos da indústria mecânica.

2 – TORNEAMENTO

O processo que se baseia no movimento da peça em torno do seu próprio eixo chama-se torneamento. O torneamento é uma operação de usinagem que permite trabalhar peças cilíndricas movida por um movimento uniforme de rotação em torno de um eixo fixo.

O torneamento, como todos os demais trabalhos executados com máquinasferramenta, acontece mediante a retirada progressiva do cavaco da peça à ser trabalhada. O cavaco é cortado por uma ferramenta de um só gume cortante, que deve ter uma dureza superior à do material a ser cortado.

No torneamento, a ferramenta penetra na peça, cujo movimento rotativo uniforme ao redor do eixo A permite o corte continuo e regular do material. A força necessária para retirar o cavaco é feita sobre a peça, enquanto a ferramenta, firmemente presa ao porta-ferramenta contrabalança a reação desta força.

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Para executar o torneamento, são necessários três movimentos relativos entre a peça e a ferramenta. Elas são: 1º - Movimento de corte: é o movimento principal que permite cortar o material. O movimento é rotativo e realizado pela peça. 2º - Movimento de avanço: é o movimento que desloca a ferramenta ao longo da superfície da peça. 3º - Movimento de penetração: é o movimento que determina profundidade de corte ao empurrar a ferramenta em direção ao interior da peça e assim regular a profundidade e espessura do cavaco.

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Variando os movimentos, a posição e o formato da ferramenta, é possível realizar uma grande variedade de operações:

A ) Tornear superfícies cilíndricas externas e internas. B ) Tornear superfícies cônicas externas e internas.

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C ) Roscar superfícies externas e internas.

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D ) Perfilar superfícies.

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Além dessas operações, também é possível furar, alargar, recartilhar, roscar com machos ou cossinetes, mediante o uso de acessórios para a máquina-ferramenta.

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A figura abaixo ilustra o perfil de algumas ferramentas usadas no torneamento e suas respectivas aplicações.

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3 - MÁQUINA DE TORNEAR

A máquina que faz o torneamento é chamada de torno. É uma máquinaferramenta muito versátil porque, além das operações de torneamento, pode executar operações que normalmente são feitas por outras máquinas como a furadeira, a fresadora e a retificadora, com adaptações relativamente simples.

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O torno mais simples que existe é o torno universal. Estudando seu funcionamento é possível entender o funcionamento de todos os outros por mais sofisticados que sejam. Esse torno possui eixo e barramentos horizontais e tem a capacidade de realizar todas as operações que já citamos.

Assim basicamente, todos os tornos respeitando-se suas variações de dispositivos ou dimensões exigidas em cada caso, são compostos das seguintes partes: 1) Corpo da máquina: Barramento, cabeçote fixo e móvel, caixas de mudanças de velocidade; 2) Sistema de transmissão de movimento do eixo: motor, polia, engrenagens, redutores; 3) Sistema de deslocamento da ferramenta e de movimentação da peça em diferentes velocidades: engrenagens, caixa de câmbio, inversores de marcha, fusos, vara, etc; 4) Sistema de fixação da ferramenta: torre, carro porta-ferramenta, carro transversal, carro principal ou longitudinal e da peça: placas, cabeçote móvel; 5) Comandos dos movimentos e das velocidades: manivelas e alavancas.

Essas partes componentes são comuns em todos os tornos o que diferencia um dos outros é a capacidade de produção, se é automático ou não, o tipo de comando: manual, hidráulico, eletrônico, por computador etc.

comando numérico ou o comando numérico computadorizado

 

Nesse grupo se enquadra os torno revólver, copiadores, automáticos, por

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Antes de iniciar qualquer trabalho de torneamento, deve-se proceder a lubrificação das guias, barramentos e demais partes da máquina conforme as orientações do fabricante. Com isso, a vida útil da máquina é prolongada, pois necessitará apenas de manutenções preventivas e não corretivas.

4 - TORNO MECÂNICO HORIZONTAL

4.1 - NOMENCLATURA

É a máquina-ferramenta usada para trabalhos de torneamento, principalmente de metais que, através da realização de operações, permite dar às peças as formas desejadas.

As figuras a seguir apresentam um torno mecânico horizontal do tipo comum com motor elétrico e transmissor colocado externamente.

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Torno mecânico horizontal. Vista frontal

A - Barramento 14 - Volante B - Cabeçote fixo 15 - Manivela de carro superior C - Carro 16 - Trava de carro principal D - Cabeçote móvel 17 - Contraponta 1 - Pés 18 - Mangoti 2 - Caixa de acessórios 19 - Manipulo de fixação 3 - Caixa de câmbio ou Caixa Norton 20 - Volante do cabeçote móvel 4 - Caixa engrenagens da grade 21 - Cremalheira 5 - Alavanca de velocidade do fuso e da vara 2 - Fuso 6 - Alavanca de inversão de macha 23 - Bandeja 7 - Polia em degraus (em “V”) 24 - Alavanca de engate do fuso 8 - Eixo principal 25 - Alavanca de engate da vara 9 - Placa de castanha independentes 26 - Avental 10 - Mesa do carro principal 27 - Volante do carro principal 1 - Porta ferramenta 28 - Fundo da caixa 12 - Carro superior 29 - Vara 13 - Carro transversal 30 - Cava e calço da cava

 

Torno mecânico horizontal com transmissão externa. Vista lateral

4.2 - CARACTERÍSTICAS

O torno moderno tende a construir-se cada vez mais blindado, com quase todos os mecanismos alojados no interior das estruturas do cabeçote fixo e do pé correspondente.

1 - Torno mecânico horizontal. Vista frontal

Características do torno horizontal

Distancia máxima entre pontas (D, na fig. 1); Altura das pontas em relação ao barramento (A, na fig. 1); Altura da ponta em relação ao fundo da cava; Altura da ponta em relação à mesa do carro principal; Diâmetro do furo do eixo principal; Passo do fuso; Número de avanços automático do carro; Número de roscas de passos em milímetros (caixa Norton); Número de roscas de passos em polegadas (caixa Norton); Número de roscas módulo e diametral pitch (caixa Norton); Número de velocidades do eixo principal; Potência do motor.

 

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