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Miniatura de Carros

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Ter um hobby, em minha opinião, é um dos hábitos mais saudáveis que podemos cultivar. Por meio dele nos divertimos, conhecemos pessoas, compartilhamos experiências e aprendemos coisas novas. E pouco importa se o seu hobby tenha a ver com a sua atividade profissional ou não – o que realmente conta é que com ele você consiga se divertir.

O colecionismo é apenas mais um dentre tantos hobbys e aparentemente nada tem de tão especial em relação aos outros.

No entanto – e eu posso estar enganado, afinal faço parte da tribo –, a entrega que o colecionista imprime ao seu hobby parece suplantar todos os demais. Qual colecionador não tem orgulho de mostrar suas amadas preciosidades para os outros? Sejam selos, moedas, figuras de ação, enfim. O sentimento é o mesmo.

Colecionar carros em miniatura, contudo, envolve um pouco mais do que isso: envolve paixão. Quase todo mundo gosta de carros, mas o colecionador simplesmente os ama. E quase sempre tem alguma estória de amor entre ele e alguma grande máquina do passado (ou do presente) que acaba virando o estopim de tudo.

Seja pelo primeiro carro que dirigiu, pelo possante que está na família há anos ou por aqueles modelos quase irreais que vemos no cinema. Enfim, esse elo, essa ligação é sempre presente – e muito forte – para estas pessoas.

Ok, eu amo carros e quero começar a colecionar. O que eu faço ?

Não existe um “manual do colecionador” ou um conjunto de regras que defina sistematicamente o que precisa ser feito para ser um colecionador. Talvez apenas uma: gostar de carros. Se esta condição já foi satisfeita, então está ótimo.

Porém, como em tudo o que começamos do zero, sempre é bom pegarmos algumas dicas com quem já pratica esse “esporte” há algum tempo.

Então, aqui vão alguns conselhos de quem coleciona minis há 10 anos e tem mais de 5300 carrinhos para que você possa aproveitar tudo de bom que esse novo mundo tem a oferecer.

1# Defina um tema

A maioria dos colecionadores opta por definir a sua coleção por um tema. Tem gente que coleciona apenas miniaturas de uma determinada marca (Hot Wheels ou Greenlight, por exemplo), outros colecionam apenas de uma determinada montadora (Volkswagen, Audi, etc) e alguns colecionam apenas determinados modelos como Fuscas e Mustangs. Existem coleções imensas por aí apenas compostas somente de Mustangs.

O fator tema pode variar de acordo com o gosto do colecionador. Conheço alguns malucos que só colecionam minis de cor laranja, por exemplo. Tem outros que se especializaram em “muscle cars”. A lista é grande. Definir um tema ajuda em muito na escolha do que comprar.

Como eu disse antes, não é necessário obrigatoriamente ter um tema. Se você preferir ter de tudo um pouco, esse pode, no final das contas, ser o seu tema. E não esqueça que você sempre pode mudar de ideia no meio do caminho ou simplesmente segmentar a coleção.

Exemplo: eu coleciono modelos em escala 1/64 (todos, sem exceção). No entanto, tenho uma coleção de Mustangs em escala 1/24 e outra coleção de modelos M2 apenas composta de Dodges e Mustangs. Viram?

2# Defina uma escalas

Quando falamos em escala, falamos do tamanho das miniaturas que vamos trazer para a nossa coleção. São muitas as escalas utilizadas na fabricação de miniaturas e nem sempre elas seguem um padrão. As mais comuns são: 1/64, 1/43, 1/32, 1/24 e 1/18.

Para os que não entendem, escala 1/64, por exemplo, significa que o modelo é exatamente 64 vezes menor do que o original. A figura abaixo ilustra bem a diferença de tamanho entre elas.

A escala define não só a dimensão da miniatura, como também seu nível de detalhamento. Para efeitos de comparação, os produtos da marca Hot Wheels que são vendidas em blisters são em escala 1/64.

Quanto menor a escala, maior o carrinho e mais detalhado ele será. Claro que existem marcas, como a americana M2 Machines, que produzem miniaturas em escala 1/64 com um nível de detalhamento impressionante. Por isso também são as mais caras.

A grande maioria dos colecionadores opta por mais de uma escala. No final, o que vai contar é o espaço que você tem disponível em sua casa para guardar a coleção.

 

3# Defina um bom lugar para guardar suas miniaturas

Esta é uma das dicas mais importantes. Miniaturas expostas ao pó estragam com o passar do tempo. É como a pintura dos carros de verdade. Se ficarem expostas muito tempo às intempéries, desgastam.

Colecionadores bolam toda a sorte de armários e prateleiras para expor suas preciosidades. Neste quesito, o céu – e o espaço físico – é o limite. Recomendo sempre armários fechados, que protegem mais contra o pó e intimidam possíveis mãos curiosas que venham a visitar sua casa.

Existem também prateleiras de nicho, construídas especialmente para acondicionar miniaturas. Tem uma boa quantidade de fabricantes que inclusive as produz por encomenda, com a quantidade de nichos que você solicitar. A maioria delas pode ser afixada em paredes, gerando um resultado final muito bonito.

Para aqueles que guardam seus carrinhos fora das embalagens originais, recomendo o uso das maletas. Existem no mercado maletas próprias para o acondicionamento de miniaturas de escala 1/64 que protegem os carrinhos ao mesmo tempo em que permitem que você aumente sua coleção sem se preocupar tanto com espaço. Para as demais, de outras escalas, se não estiverem embaladas, envolva-as em plástico bolha antes de guardá-las.

Para tirar o pó, pano de microfibra ou flanela. Nada – eu disse nada – de abrasivos como álcool, por exemplo.

4# Abrir ou não abrir as embalagens?

Esta é uma decisão muito particular de cada colecionador. Alguns (não é o meu caso) guardam seus carrinhos nas embalagens originais. Existe inclusive um termo para definir as miniaturas que são negociadas sem embalagem: elas são chamadas de loose (solto, em inglês).

No mercado do colecionismo existe sim diferença de preço entre modelos loose e lacrados. Itens lacrados sempre valem mais, com raras exceções.

Portanto, se o colecionador pretende um dia se desfazer de sua coleção, com certeza conseguirá vender muito mais caro seus itens se estiverem lacrados. O problema maior de se manter embalagens é o espaço físico. Elas tomam muito espaço e requerem muito mais cuidados no acondicionamento, porque desgastam mais rapidamente.

5# Defina limites para o quanto você pode gastar

Esse é conselho mais difícil de seguir. Ainda mais depois que você toma gosto pela coisa. São tantas opções, tantas variações que se você perder o controle pode acabar literalmente mais pobre.

Como todo item colecionável, miniaturas têm seu preço definido em função de sua raridade. Itens com tiragem limitada podem facilmente extrapolar a casa dos R$ 1000. Miniaturas comemorativas de encontros de colecionismo, como os que a Mattel – detentora da marca Hot Wheels – promove, passam facilmente de R$ 100.

Em geral, os preços variam entre R$ 7 e R$ 25 para miniaturas em escala 1/64 e de R$ 40 a R$ 200 nas demais escalas. Miniaturas em 1/18 podem chegar a custar até R$ 400.

6# Onde comprar

Toda grande loja de brinquedos costuma vender miniaturas das grandes marcas (Hot Wheels, Greenlight, Johnny Lightning, M2, Maisto). No entanto, assim que a coleção começar a aumentar, sua exigência em adquirir produtos especializados também vai subir. Logo você vai notar que vai ficando cada vez mais difícil encontrar exclusividades.

A dica é simples: internet. Existem várias lojas on-line especializadas em colecionismo, em especial de carros. A Automobilli (www.automobilli.com.br) é uma delas. A loja tem mais de 4 anos de experiência e incontáveis opções para os colecionadores, que vão de 1/87 a 1/12, passando pelas escalas mais tradicionais, além de um excelente atendimento pessoal.

A loja virtual trabalha com marcas mais conhecidas como Hot Wheels, Greenlight, Maisto, Burago, Jada Toys e também com marcas mais raras e muito apreciadas por colecionadores, como por exemplo, Brooklin Collection, CMC, FrontiArt, Ixo, Looks Smart, Minichamps, Norev, Schuco, entre muitas outras.

Para receber dicas, nada melhor do que virar membro de grupos de colecionadores, como o do Facebook, por exemplo. É normal rolarem muitos negócios por lá também, como trocas e vendas.

A parte boa disso tudo é que as pessoas envolvidas com esse hobby são todas extremamente sérias. Até hoje, em todo o meu tempo de colecionismo, negociei com muitos colegas e nunca – nunca mesmo – tive nenhum tipo de problema. Claro que pilantras sempre vão existir, mas os integrantes do grupo orientarão você.

Sites fora do Brasil também são uma boa pedida, principalmente americanos. O duro fica por conta das taxas de importação e do frete que tornam as coisas caras para nós brasileiros por conta da alta do dólar e pelo aumento do controle do governo sobre importações (qualquer compra maior do que US$ 60 é automaticamente tributada em 60% ).

Mas se dinheiro não for um problema, vá em frente. Procure no “Google” por “diecast”, esse é o termo que os gringos usam para as miniaturas.

7# Participe de eventos

Como expositor e/ou simplesmente visitante, é muito importante participar dos eventos de colecionismo de sua cidade. É lá que você vai fazer contatos e vai conseguir encontrar aquela miniatura que falta em sua coleção – e que alguém tem para trocar. É uma das melhores partes do colecionismo.

Cidades como Curitiba, São Paulo e Campinas são as que detêm os maiores clubes de colecionismo que conheço. Particularmente, sempre que visito Curitiba, faço uma provisão de grana para compras porque lá existem ótimas lojas.

8# Organize sua coleção

Cada pessoa tem seu jeito para organizar suas coisas: seja por meio de bilhetes, fotos, planilhas, etc., não importa. O que realmente importa é que você consiga desenvolver um sistema para catalogar o que você já possui. Caso contrário, fica muito fácil se perder nas contas – e se perder nas contas significa comprar miniaturas que já possui.

Acredite, companheiro: isso é importante.

Quem lhe diz isso é um sujeito que tem mais de 5300 miniaturas, que bolou um cadastro com foto e código para cada uma, criou um site para exposição de todas elas e que mesmo assim ainda se confunde na hora de comprar carrinhos.

9# Avaliando uma miniatura

Quando você for negociar alguma miniatura sua ou mesmo tentar adquirir uma peça de outro colecionador, é importante saber quais são os critérios mais considerados na hora de avaliar o preço de um item. São eles:

  • Estado de conservação (pintura e detalhes): miniaturas com arranhões ou falhas nos detalhes, como decalques, mesmo raras perdem sempre muito valor.
  • Marca: determinadas marcas são mais caras e, consequentemente, pesam mais em uma troca.
  • Exclusividade: quanto mais exclusiva a miniatura, mais cara. Itens com variações de cor e/ou com detalhamento diferenciado (como pintura de chamas, por exemplo) sempre valem mais.
  • Pneus: regra de ouro do colecionismo de carros: miniaturas com pneus de borracha sempre valem mais.

Enfim, acredito que essas dicas ajudarão em muito novos colecionadores que desejam ingressar nesse mundo e talvez ajudem também aqueles que já são experientes porque, no final, nunca deixamos de aprender.

E, relembrando os primeiros parágrafos deste texto, seja como for nunca deixe de se divertir com seu hobby. Mesmo que, por ventura, acabe virando um negócio ou algo assim, nunca esqueça que colecionar é, antes de tudo, uma satisfação, um ato de prazer e que precisa ser curtido.

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